"Em toda a infância houve um jardim. Isto é coisa de poetas."

Augustina Bessa-Luís

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sábado, 26 de maio de 2012

5 dias...5 histórias, contadas por nós...

Esta semana temos 5 histórias para contar...histórias com dedos, com mãos, com gomas, com instrumentos musicais, chocolate, colheres de pau, com quadrados de pano...e legumes....muitos legumes. Com um coelhinho branco, uma cabra-cabrez que lhe queria saltar em cima e fazê-lo em três... e uma formiga rabiga que chegou para lhe furar a barriga...
Vitória, vitória e acabou-se (esta) história...
"Gomas Matemáticas"
A Leonor, no fim-de-semana, foi visitar os tios e as primas Vanessa e Letícia a Antuérpia, na Bélgica.
A tia Sónia "multiplicou" muitos saquinhos de gomas e enviou-nos pela Leonor...
Saquinhos que foram contados, somados, subtraidos... e no fim divididos por todos...
Obrigado Tia Sónia, Vanessa, Letícia...e Leonor...

"Histórias com Ritmo"
A equipa da Biblioteca Municipal trouxe à nossa escola a história da "Casinha de Chocolate" cheia de ritmos e sons de diferentes instrumentos, uns nossos conhecidos e outros que ficamos a conhecer...
Viola, bandolim, violino, maracas, adufe, melódica, ukelele, darbuca e bouzouki foram os instrumentos cujos sons ficamos a conhecer...

"Ao ritmo do ...Chocolate"
E, aproveitando os ritmos com que saímos da "Casinha de Chocolate", entramos na história da Bruxa Lindinha e do Bruxo Bonzão, que a Alice Vieira escreveu num livro com cheiro a chocolate. Juntamos à história os ritmos da professora Susana, e fartamos-nos de mexer o (e no) chocolate...

Imagens com movimento e música "achocolatada" aqui
Mas todos sabemos que temos de dosear os doces que tanto gostamos de comer, por isso terminámos a semana com sacas cheias de legumes apanhados na nossa horta... Mas antes de tratarmos da nossa saúde, ajudamos a tratar da saúde outras pessoas...
"Quadrados solidários"
No âmbito de uma campanha de recolha de fundos para a Luta contra o Cancro, decoramos um quadrado de tecido cada um, que vamos juntar aos dos nossos amigos do 1º Ciclo, para serem cosidos numa passadeira solidária...

"Uma verdadeira Sopa Verde"
E para terminar a semana em beleza  e de uma forma saudável, fizemos uma bela colheita na nossa horta que distribuímos por todos para que, no fim-de-semana, possam fazer uma bela sopa verde em casa...
Não colhemos nabos, mas ouvimos mais uma vez a história que também podia fazer uma bela sopa: "O Nabo Gigante".
E depois da matemática das gomas, brincamos com a matemática das cebolas e do alho-francês, pois como não eram do mesmo tamanho tivemos que encontrar uma "fórmula" para equilibrar os "pesos e as formas". Depois de colocadas por ordem decrescente de tamanho as cebolas, fizemos-lhe corresponder, por ordem crescente de espessura, os alhos. Assim, seguindo-nos pela lista de pesos, O Afonso levou a cebola maior e o alho-francês mais fininho...e o Pedro, que levou a cebola mais pequenina, levou o alho-francês mais grosso...
E orgulhoso com a sua colheita disse o Afonso à mãe: "Fui eu que apanhei"
Para a avó Alice e para o avô Zé, que em Novembro nos ajudaram na nossa horta, um obrigado cheio de abraços e beijinhos...e quem merece também um enoooooooooooooooorme abraço cheio de beijinhos é a dona Elisa que é a nossa Fada da Horta...


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Nós ajudamos a ajudar...

A convite dos "Amigos da Montanha", participamos na operação "Montanhas de Amigos" com o objectivo de angariar alimentos, roupas, calçado, livros e brinquedos, que no Natal serão distribuídos pelas famílias mais carenciadas do concelho. 
À semelhança do ano anterior, o espírito solidário das crianças e das suas famílias revelou-se enorme. Agradecemos a todos os que colaboraram por nos ajudarem a ajudar a tornar mais feliz o Natal de crianças e adultos que mais precisam.

Vamos ser solidários todos os dias do ano...



sábado, 12 de dezembro de 2009

"Quando a solidariedade tem o tamanho de um elefante...que cabe na palma da mão de uma criança."


Ser Educadora de Infância não é apenas uma profissão…É o prazer de desfrutar a companhia de crianças que, pela sua espontaneidade, são capazes de nos emocionar…ou, simplesmente, de nos fazer reflectir. É uma dessas reflexões (emocionada) que hoje aqui vou partilhar.

O apelo aos Pais (JI e 1º Ciclo) para colaborar no projecto “Ambiente Solidário” de angariação de produtos alimentares, vestuário, brinquedos e livros, foi tão bem acolhido que permitiu que juntássemos uma “Montanha para os Amigos” de brinquedos, roupas, calçado, cobertores e alguns alimentos que, partilhados com quem mais necessita, irão cumprir a sua função de entreter e aconchegar …

Para as crianças nem sempre é fácil separarem-se de um brinquedo, ou de um casaco, que mesmo que já não brinquem com ele, ou não o vistam, consideram-no sempre seu. Por isso, esta iniciativa permitiu também fazer com elas um “exercício de partilha”. Não aquela partilha do dia-a-dia, em que levam algo seu para o JI para brincar com os amigos, mas uma partilha que passa pela oferta de algo seu a alguém que não sabem quem é, nem tão pouco irão conhecer. Nesta faixa etária, esta situação é um pouco abstracta e como tal de difícil compreensão, pois esta partilha não significa um empréstimo ou uma troca. Que digam os Pais, ou os Avós, que tiveram de negociar com elas os objectos que colocaram nos sacos, pois aqueles brinquedos, há tanto tempo sem utilização, de repente tornavam-se os brinquedos mais interessantes aos seus olhos. (Imagino que alguns nem sequer foram alvo de negociação, a julgar pela quantidade de brinquedos dentro dos sacos :o)

Ao colaborarmos neste projecto, qualquer um de nós sentiu que estava a ser solidário. Contudo, o Ricardo, que tem 5 anos, ensinou-me que a verdadeira e autêntica solidariedade está um pouco além do simples acto de oferecermos coisas que já não necessitámos.

No dia em que estava previsto o levantamento dos produtos angariados, estivemos a ver a quantidade de coisas que tínhamos conseguido juntar. Eu, cheia de boas intenções, dei os parabéns às crianças por, juntamente com os seus Pais e os seus Avós, terem sido capazes de participar tão activamente neste projecto. A Jéssica lembrou que nesse dia vinham os senhores, com a carrinha dos “Amigos da Montanha”, buscar “os brinquedos e as roupas”.
Nesse momento o Ricardo, com uma expressão de aflição, disse:
- Mas eu ainda não trouxe nada!!!
Disse-lhe que não havia problema. Que ele, caso tivesse algo que gostasse de oferecer, poderia trazer num outro dia e que os senhores depois viriam buscar.
Com os olhos já humedecidos pelas lágrimas que ameaçavam cair, abriu a mão onde, carinhosamente, guardava um elefante que tinha trazido para brincar com os amigos e disse:
- Quero dar o meu elefante…

Confesso que qualquer frase que escrevesse agora seria incapaz de explicar a sensação de bondade que inundou aquele momento e da vontade de agradecer eternamente a felicidade de ter sido incluída nele. Um abraço ao Ricardo e muitas palmas, de outras mãos pequeninas, acompanharam a escolha de um sítio seguro para aquele elefante chegar a uma criança que o possa receber com a mesma ternura com que ele foi oferecido.

Talvez por também me incluir no grupo da “boa-vontade”, tenha percebido, com a lição dada pelo Ricardo, que a verdadeira e autêntica solidariedade tem a ver com algo tão simples, mas tantas vezes difícil de manifestar, a Generosidade