"Em toda a infância houve um jardim. Isto é coisa de poetas."

Augustina Bessa-Luís

quarta-feira, 9 de março de 2016

Momentos

Que bom é mexer na esferovite e descobrir as peças dos jogos que escondemos...
-Estamos a ver como a Aida vê. - disse o João.
-Pois estamos. Estamos a ver com as mãos.- disse o Rodrigo.

 


Margarida depois de ter picotado várias folhas: "Estive a escrever para a Aida." :-)

 Houve "Braille" e também desenhos cheios de cor.

Depois da hora da fruta, as cascas dos kiwis serviram de alimento às minhocas do nosso vermicompostor.

O trator que o pai do Filipe lhe fez em madeira é um sucesso entre os seus amigos. Esta semana, o Filipe decidiu deixá-lo na sala para que todos pudessem brincar com este brinquedo fantástico..

 A areia cinética e as bolas saltitonas também têm muitos adeptos.



E quando o sol aparece entre a chuva, "apanhar ar" é sempre a melhor opção.


terça-feira, 8 de março de 2016

E hoje fomos a votos...com olhos no coração

Estamos a escrever um livro que vai e vem entre o JI de Creixomil e a Sala Amarela, na Enxara do Bispo. Os adultos têm-se divertido com as palavras e as crianças brincam com as imagens. 
Assim está a crescer um livro que nasceu do desejo de tornarmos ainda mais especial este projeto e que nos tem ajudado a "ver com as mãos e a olhar com o coração". 
Gostávamos de dizer que este é um presente especial para a Aida, mas não devíamos porque sabemos que ela vem cá espreitar... e também sabe o que se passa no Facebook da Sala Amarela. Lá se vai a surpresa :-)

Mas hoje tivemos tudo a que um ato eleitoral tem direito. Depois da fase "regional", chegou a fase "nacional"... Hoje houve eleições em ambas salas e em simultâneo.

Com os seis corações no boletim de voto, houve assembleia de voto e urna...com abertura em simultâneo, e em direto, a mais de 300 kms de distância.

A Luciana levantou uma questão pertinente quando perguntou se também podia votar num coração dos amigos da Sala Amarela. Claro que sim. Agora não há os corações da Sala Amarela nem os corações da nossa sala. 
Este era um ato de responsabilidade pessoal. Cada criança deveria escolher o coração que, na sua opinião, melhor se adequava à sua função: servir de ilustração no livro.
Foi inevitável uma maior empatia com aqueles que lhes eram mais próximos, mas foi interessante perceber que em ambas as salas houve votos em corações da outra sala e que, independentemente do número de votos, todos os corações foram escolhidos.


E neste ato eleitoral votaram todos os que tinham mais de 3 anos...

E a terminar a votação da Sala Amarela, chegou a hora de encerrar as urnas...

E dar início à contagem dos votos.


E com o Henrique a contar os votos a mais de 300 kms de distância, o entusiasmo na nossa "sede de campanha" ia aumentando.

E de uma forma espontânea, a alegria da Clarinha (4 anos)  foi acompanhada pela alegria dos amigos. O coração que ela desenhou foi o escolhido para estar no livro "Ver com as mãos, olhar com o coração"... 
E todos os outros corações, de diferentes formas, também poderão ser encontrados entre as páginas, porque esta é uma história que nos enche o coração...todos os dias.


Aqui fica um vídeo gravado através do Skype da nossa videoconferência de hoje:

sábado, 5 de março de 2016

Com a Aida e em modo Braille

 O dia começou aos palmos... Depois de fazermos o gráfico das medições de alturas com palmos e dedos, surgiu a necessidade de fazermos algo que facilitasse a sua "leitura". Dar uma outra forma a estes dados foi um dos trabalhos que fizemos esta semana.



Mas hoje pela manhã tivemos também uma surpresa... A dona do palmo que nos mediu. :-)
E com a Aida estivemos a testar as nossas células de Braille. Com a ajuda do alfabeto Braille, fomos rápidos a descobrir as letras que a Aida nos escreveu nas caixas de ovos, com as bolas de esferovite... 



Depois chegou a hora de vermos se a Aida sabia ler Braille em botões... e ela descobriu todos os nomes a quem pertenciam os desenhos... sem batotas.


enquanto o entusiasmo do Rodrigo quase desvendava o mistério dos nomes "escondidos", o João testava o "código morse" nos cabides das batas :-)


Mas a manhã hoje foi cheia de momentos para "registo futuro" e juntou-se a nós o professor Orlando, para cantar connosco uma canção dedicada aos Pais.


Nestes dias temos trabalhado na ilustração da história do nosso projeto em parceria com os amigos da Sala Amarela. Chegamos à conclusão que precisamos de um coração com olhos nas ilustrações. Por isso metemos mãos-à-obra. Aproveitando a presença da Aida, convidá-mo-la a supervisionar a votação para a eleição dos três corações que depois irão a uma votação final com os três corações eleitos na Sala Amarela. Este é um processo eleitoral quase tão "complexo" como o americano :-) 
Com os "corações" da Clarinha e do Filipe eleitos à primeira volta, tivemos de fazer uma segunda volta para desempatar o coração desenhado pelo Rodrigo e o coração desenhado pelo João. Com os autores a votar nas suas obras, durante a votação ainda houve alguma tentativa de campanha à boca das urnas... 
Depois de feita a contagem dos votos, o Rodrigo tornou-se o autor do terceiro coração que fará parte no próximo boletim de voto, com seis candidatos.




Quase que podíamos ter eleito também o coração que a Aida trazia no seu colar e que lhe foi oferecido por uma amiga que também tem acompanhado este nosso projeto.
Aqui fica uma "jóia" de quem quer "olhar com o coração"...


Hoje tivemos uma manhã intensa, mas a boa disposição foi uma constante ao longo do dia...especialmente a das crianças ;-)



E ainda sobrou tempo para ilustrar o recado que tinha de chegar a casa. Quarta-feira voltamos a ter a Aida a ensinar-nos a olhar... com o coração.



quarta-feira, 2 de março de 2016

Um dia em Braille...

Hoje o Braille ocupou uma parte importante do nosso dia.
De manhã. começamos por espreitar no Facebook dos nossos amigos da Sala Amarela, que já receberam a nossa correspondência.


Finalizamos as nossas células de Braille e em breve iremos testá-las...



Hoje não testamos as nossas células em caixa, mas testamos as nossas células impressas.

Depois de contar as letras do nosso nome, selecionámos o número de células necessárias para as escrever em Braille. A partir do alfabeto, tivemos de nos orientar no espaço para reproduzir, na nossa tira de células, as letras correspondentes ao nosso nome. No final, fizemos contagens para escolher o número de botões que necessitamos colar para dar relevo à nossa escrita.
Para escrever em Braille tivemos de utilizar muitos dos nossos conhecimentos... e o resultado foi fantástico.
Brevemente vamos convidar a Aida para ver se ela sabe ler Braille com botões,e assim identificar os nossos desenhos expostos na parede.




De tarde, os nossos amigos da Sala Amarela ligaram, via Skype, para nos agradecerem a correspondência e nós fizemos-lhes um desafio: adivinhar qual o nome que estava no cartão. 
E com a ajuda do alfabeto que lhes enviamos, eles "leram" o cartão, que dizia João...



E por vezes a tecnologia tem de ser auxiliada com tecnologia. Como o nosso microfone não funcionou, usamos o computador para transmitir as imagens e os telemóveis para transmitir o som...

Desenhar, desenhar, desenhar...

Quando uma aranha desenha um caracol...



...pode transformar-se no Super Mário :-)

A visita da irmã mais nova...

...da Lara.

Nascida o mês passado, a Letícia hoje veio fazer-nos uma visita. E que pequenina e bonita ela é...


terça-feira, 1 de março de 2016

Ovos -> Páscoa...mas em caixas e com alfabeto Braille

Que tal uma célula Braille para assinalarmos a festa que marca o Calendário para este mês?

Hoje chegaram os nosso alfabetos Braille plastificados. Como foram fotocopiados e estão plastificados, não conseguimos sentir o relevo dos "piquinhos", mas conseguimos perceber (porque vemos) como se constroem as letras em braille.


Para as experimentarmos estamos a preparar um célula numa caixa de ovos. Quem sabe não vem por aí um coelhinho e nos surpreende. 




Mas quando estávamos a falar da ausência do relevo nos nossos alfabetos fotocopiados, a Luciana contou aos amigos que a caixa do medicamento que ela tem em casa, tem os "piquinhos" do Braille. E não é que na nossa sala havia algumas caixas vazias de medicamentos, mesmo à espera de serem descobertas!!!!



E se quiserem saber mais sobre o que os amigos da Sala Amarela andam a fazer neste nosso projeto de equipa, espreitam aqui: https://www.facebook.com/hashtag/ilidiopinho?source=feed_text&story_id=664012023740728

Dia 1, dia de recomeço...

Matematicamente, o calendário é muito rico para as nossas aprendizagens. O tempo mede-se por um padrão, que depois se transforma numa sequência. Com o padrão dos 7 dias, transformados em cores, fazemos a sua sequência que dá forma às semanas, estas aos meses e com os meses fazem-se anos. Nesta idade, um ano é muito tempo, por isso ficamos por aqui na construção do calendário do tempo... 

Este mês, a Beatriz e a Luciana assumiram o comando das operações na construção do nosso calendário do mês de Março. Percebemos que este mês não começou à segunda, ao contrário do mês anterior, que se chamava Fevereiro. 
Depois de pronto assinalámos datas a não esquecer...



segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Desenhando palavras II

Hoje vimos na tela o trabalho que estamos a elaborar em parceria com a Aida e os nossos amigos da Sala Amarela, da Enxara do Bispo.

A jogar com as palavras e as imagens, aproveitamos para perceber o que podíamos ainda fazer para "ajudarmos nesta causa". 

E se as palavras foram de cá, é do outro lado que as imagens vão ser combinadas com as letras. Por isso hoje estivemos a desenhar palavras, letras e números para enviar para a "Sala do Bispo" onde está o "Henrique da Amarela". Cabe-lhe a ele e aos nossos amigos do lado de lá, juntar todos os trabalhos elaborados nesta fase e ir fazendo as várias combinações. Depois vamos trocando opiniões :-)



E mais uma vez, o nosso amigo carteiro vais ser uma preciosa ajuda.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Desenhando palavras...

Trabalho de ilustração em curso.






Correspondência para a Sala Amarela, com aviso prévio de envio... em direto

E na onda de desenhar palavras, o Rodrigo achou que devia personalizar as palavras "Sala Amarela"...



Letras e números


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Bem-vinda Constância

A partir de hoje, a Constância juntou-se a nós como companheira de aventuras :-)


Digitalizando a malta


Vem aí uma história...

...escrita a seis mãos e ilustrada por muitas outras...