A propósito da época festiva que se aproxima, fui em busca de uma fotografia de Carnaval da minha infância... E quase trouxe toda a infância com ela.
As crianças estavam maravilhadas a ver fotografias, algumas delas de 1964, data do casamento dos meus pais. O meu album de bebé também foi um sucesso...
E aqui estou eu, no quintal da avó Palmira, vestida com umas roupas maravilhosas, preparadas pela minha mãe...
E a Beatriz aproveitou para brincar às sequências cronológicas, com as fotografias da minha infância e da infância do meu afilhado Simon...
E às fotografias, juntaram-se letras e palavras, que depois de usadas para copiar e escrever um postal à tia Paula, serviram para fazer um jogo de sequência de palavras... E também houve colagem e cópia de palavras.
Fadas transformaram estrelas em abóboras, com um jogo muito simples de palhetas e "estrelinhas".
E também houve negociações de grupo para a utilização do computador por todos...
Os nossos amigos da Sala Amarela ligaram-nos de manhã, mas não conseguiram falar connosco. Depois de almoço a Clarinha disse:
-Vamos ligar ao Henrique da Amarela.
Quando ligamos também não fomos bem sucedidos.
-Se calhar estão a descansar.-disse a Margarida C.
Mas pouco minutos depois o Henrique "da Amarela" ligou, para nos dizer que a mão da Aida já estava na "sala ao lado".
Ficamos a saber que a mão da Aida é mais pequena do que o Henrique e a Beatriz contou-nos que, do lado de lá, leram um livro que conta a história de um elefante chamado Zacarias, que é cego e que tem uma amiga ratinha chamada Aninhas. Um dia também vamos ficar a conhecer esta história.
Aproveitamos para lhes mostra as nossas máscaras com simetrias e cores primárias e ficamos a conhecer as dos nossos amigos que são de dupla face...de um lado tem um alimento e do outro o seu rosto. São mesmo giras. O Henrique espreitou do outro lado e vimos o seu olho enorme a olhar para nós. É que para ver a mais de 300kms, temos de abrir muiiiiiito os olhos :-)
E na hora de despedida houve acenos de mão. Ou melhor de mãos...da Aida (a do lado de lá e a do lado de cá).
Estas visitas à distância de "um palmo", começam a fazer parte do nosso dia-a dia e a tornar-se uma "rotina" sem hora marcada. Mas quando acontece é recheada de novidades. E não necessitamos estar todos em frente ao computador. Hoje enquanto um pequeno grupo fazia as honras da sala, outro grupo estava mais afastado, envolvido num trabalho que tinham iniciado pouco minutos antes desta ligação. E na hora da despedida todos acenaram... mesmo os que estavam mais afastados do computador.
Hoje foi dia de visitarmos Vilar do Monte...a freguesia vizinha onde moram algumas crianças, ou onde ficam na casa dos avós.
O "Presépio da Rita", já faz parte da nossa tradição natalícia, nem que só lá consigamos ir, na semana de Carnaval... E foi tão bom lá voltar e ver que o presépio que tem movimento, tem bonecos novos também. Parabéns à família da Rita. Mas brincar com o cão Cocas, e a sua bolinha, foi muito divertido.
E já que estávamos tão perto, fomos visitar a casa da avó do Filipe, onde ele mora também e foi super divertido. Ele tem um pátio enorme, com muitas diversões e animais...
Com os nossos retratos, antes e de pois de disfarçados, começamos a perceber essa coisa de "ver com as mãos".
Enquanto estávamos só nas fotografias, de olhos vendados, era impossível sabermos (sem ser pela sorte) quem estava nos retratos, porque apenas sentíamos papel. Mas depois de disfarçados, foi mais fácil sentir, com o toque dos dedos, quem estávamos a "ver", já que sabíamos que tipo de material cada criança tinha usado. E dessa forma o Rodrigo reconheceu o seu cabelo de barbas de milho e o cabelo da Beatriz feito de fita de embrulho "encaracolada", tal como é o seu cabelo de verdade... encaracolado.
Com os dedos é difícil ver um retrato no plano, mas se houver relevo, conseguimos sentir as texturas e as formas...
As tecnologias ajudam-nos a dar um saltinho "à sala do lado", só para saber o que estão a fazer os amigos a mais de 300 kms de distância.
Mas os velhinhos métodos também nos aproximam, e à boleia do senhor carteiro, já vai a caminho o palmo da Aida, que vai servir de unidade de medida, para conhecermos as alturas dos nossos amigos da Sala Amarela e lhes darmos a conhecer as nossas...
"As cores primárias ou cores puras são o vermelho, o azul e o amarelo. São aquelas que existem sem a mistura de outras cores, ou seja, não podem se decompor em outras. São assim denominadas por serem as primeiras cores que quando unidas formam outras cores, denominadas secundárias. Assim sendo, as cores secundárias surgem da mistura de duas primárias, enquanto, as cores terciárias correspondem à mistura de uma cor primária e outra secundária."
http://www.todamateria.com.br/cores-primarias/
Hoje foi dia de experimentarmos as cores primárias e a magia que acontece quando elas se abraçam...
E com outras cores também experimentamos outros pigmentos e outros papéis.
As simetrias foram também uma forma de "abraçar" as cores primárias e descobrirmos entre elas cores secundárias.
E a Beatriz é a primeira a chegar ao nº 6. Hoje, esta foi uma festa cheia de primos e amigos :-) Um abraço abraçadinho princesinha... que esse teu sorriso brilhe sempre.
A Aida veio para a sua visita semanal. Os amigos da Sala Amarela, estavam à espera da nossa visita. Era preciso preparar tudo para os recebermos do lado de cá.
Mas antes de nos ligarmos, ainda houve tempo para umas voltinhas de aquecimento e a Aida ainda pode descobrir o brinquedo que o Rodrigo lhe mostrou. Funcionava como um binóculo e o Rodrigo explicou à Aida, por onde ela poderia ver.
O Lourenço pediu-lhe para nos mostrar o elefante do seu colar.
E para terminar esta sessão de "aquecimento", nada melhor do que uma dança de uma das nossas músicas/vídeo do momento. Da Argentina, os Pim Pau:
E agora é que é... Já estão a "bater à porta".
"Entrem, entrem amigos."
E a conversa correu de lá para cá e cá para lá. A certa altura os amigos da sala amarela perguntaram à Aida se ela conduzia carro. A Aida explicou-lhes que para isso tem um motorista, que vai variando conforme a disponibilidade da família e dos amigos. Talvez não fosse muito boa ideia ela vir para a estrada ao volante de um carro. Apesar de ela saber que há por aí uns inventores que andam a tentar inventar um carro que funcione com as coordenadas como o GPS. Mas isso ainda irá levar algum tempo, por isso, o melhor mesmo é aproveitar as boleias dos amigos.
A Margarida queria saber, já que ela não anda de carro, se andava de bicicleta. A Aida contou-nos que teve um namorado que construiu uma bicicleta de dois lugares e que, juntos, fizeram grandes passeatas, mas ela ía sempre atrás...só a pedalar. Quando andava no JI, a filha da professora tinha um triciclo em que ela às vezes andava, com a ajuda dos amigos... e porque conhecia o espaço. É que ela sempre quis fazer tudo o que as outras crianças gostavam de fazer.
Como os amigos da Sala Amarela vêem sempre a Aida sentada, queriam saber se ela tinha pernas e a Aida pôs-se logo em pé... E para perceberem como ela era alta, até lhe juntamos alguns amigos da sala para que os amigos do lado de lá não tivessem dúvidas.
Mas o Henrique queria mesmo saber quanto mede a Aida, pois ele até comparou a sua altura com a imagem projetada na parede. Mas depois descobriram que o tamanho da imagem pode variar e por isso precisavam de outra referência.
Lembrando-nos da forma como o Henrique mediu o livro, que nos leu a semana passada, decidimos usar o "palmo" da mão como unidade de medida. E para isso fotocopiamos a mão da Aida, que vamos enviar para os nossos amigos, de forma a que toda a gente se meça pela mesma medida.
Mas antes de metermos a mão nesta história, ainda cantamos os Parabéns à Beatriz, que hoje completou 6 anos...
...e os nossos amigos do lado de lá, desafiaram-nos a dançar com eles o "Gangnam Style". E a Aida também alinhou.
Já os desafiamos para a próxima dança. E quem vai escolher a música desta vez somos nós...
Vejam lá conhecem:
Sabiam que o Sebastião Antunes, que fez esta canção, também é cego?
E nesta coisa das danças, os amigos da Sala Amarela, contaram-nos um segredo que vamos pôr em prática e revelar, da próximo vez que nos encontrarmos. Shiuuuuuuu.
Mas nesta conversa também falamos da personagem de um livro que todos conhecemos e de que gostamos especialmente. O Cuquedo. Ele vai ajudar-nos a levar de cá para lá e trazer de lá para cá uma história que vamos escrever a várias mãos e por isso não vamos poder ficar parados no mesmo lugar. Mas isso ainda é segredo :-)
E chegou a hora de nos despedirmos dos amigos do lado de lá, mas continuar com a Aida do lado de cá.
A Margarida leu-lhe a história do livro onde tinha descoberto uma "Aida" e alguns amigos desafiaram-na a fazer um jogo de encaixe.
Estava quase na hora da Aida regressar a casa e para isso era necessário saber que horas eram. E a Aida mostrou-nos algo que nunca tínhamos visto... Um relógio que fala.
O relógio da Aida não tem relevo, por isso ela tem de ouvir as horas. E nós também ouvimos... E percebemos que o tempo estava a passar.
Estava na hora de dar um abraço-pinguim à Aida e desejar que ela volte outro dia.
Um dia vamos visitar os amigos da Sala Amarela e levar-lhes todos os "duendes" que moram dentro de todos os objetos que te ajudam.
...e que tantas vezes vemos sem olhar... Estes foram aqueles com que nos cruzamos hoje, no caminho das Janeiras. Um par de batentes, umas "Alminhas", um banco de pedra, à sombra de uma árvore sem folhas e um tanque na "rua"...